Chupar no dedo... sim ou não
Thumbsucker, sem dúvida um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, de tal forma que me fez desenterrar os meus apontamentos de Filmologia, uma cadeira complicada de digerir se tivermos em conta que tinha de ver filmes do Eisenstein e de Godard às oito da manhã de segunda-feira, duro...muito duro mesmo, mas passando à frente que é de um grande filme que estou a escrever, como tal, os desvarios de Rosa Coutinho Cabral são outra estória....
O enredo é simples, sem os habituais twists narrativos que são praticamente obrigatórios nos chamados filmes "alternativos". Um adolescente, um vício, ritos de passagem e New York, sim porque a Big Apple é o grande desafio de um adolescente que vive numa família destruturada dos nossos dias, com uma mãe protectora que vive o sonho de conhecer um actor de séries de televisão de qualidade duvidosa, um pai frustado com a carreira pois nunca conseguiu realizar o seu sonho de se tornar desportista profissional tornando-se assim uma pessoa distante do seio familiar, finalmente um irmão mais novo "obrigado" a ser um miúdo normal de forma a contrabalançar os " desequilíbrios" do protagonista.
O que difere o filme de todos os outros filmes sobre teens americanos dos súburbios, é o processo evolutivo de todos os personagens, que ao depararem-se com problemas estereotipados vão evoluir ao longo da narrativa, uns melhorando, outros piorando mas nenhuma personagem acaba o filme como começou.
É assim que a vida é, um somatório de experiências esteorotipadas e quotidianas que nos obrigam sempre a mudar a nossa maneira de ser.

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